Covid-19: Angola investiga origem de falsos rumores sobre alegados casos positivos

Covid-19: Angola investiga origem de falsos rumores sobre alegados casos positivos


As autoridades angolanas estão a investigar a origem de uma falsa informação relativa à existência de casos positivos do novo coronavírus, anunciou o Ministério da Saúde (Minsa), acrescentando que os testes feitos até ao momento tiveram resultados negativos.

“As informações que circulam nas redes sociais sobre a existência de um caso positivo em Angola não condizem com a verdade. Retomam uma falsa fonte que já está a ser investigada pelos órgãos competentes de investigação criminal”, lê-se numa nota do gabinete de comunicação e imprensa do Minsa.
O ministério salientou ainda que “todas as amostras processadas pelo Instituto Nacional de Investigação em Saúde, incluindo das províncias, são negativas”, estando incluídas neste grupo as relativas aos sete casos suspeitos revelados na quinta-feira pela ministra da tutela, Sílvia Lutucuta.
Na quinta-feira, a rádio Voice of America noticiou a detenção de uma médica angolana, em Benguela, por ter divulgado na plataforma digital Whatsapp um áudio sobre um alegado caso positivo de coronavírus relativo a um cidadão chinês internado no Hospital Geral de Benguela, o que foi descartado pelas autoridades sanitárias.
Face à infecção causada pelo novo coronavírus, pela alta taxa de mortalidade associada e impacto social e económico negativo em todo o mundo, Angola decretou a suspensão de todos os voos comerciais e privados de passageiros de e para o país, desde as 00:00 de hoje, e interditou a circulação de pessoas nas fronteiras terrestres.
O decreto suspende ainda a atracagem e desembarque de navios de passageiros e respectivas tripulações provenientes do exterior, em todos os portos nacionais, por 15 dias.
Este prazo é prorrogável por igual período, em função do comportamento global da pandemia de Covid-19.
Os passageiros que desembarcaram nos aeroportos nacionais até às 00:00 de hoje tiveram de preencher um formulário para o controlo sanitário obrigatório e ficar em casa 14 dias.
A medida de suspensão de fronteiras não abrange voos de carga, nem os que sejam indispensáveis por razões humanitárias ou estejam ao serviço da política externa angolana.
Ficam proibidos eventos públicos com mais de 200 pessoas, incluindo cultos religiosos, actividades culturais, recreativas, desportivas, políticas, associativas, turísticas ou outras.
Mais de 10 mil pessoas já morreram em todo o mundo infectadas pela pandemia da Covid-19, provocada pelo novo coronavírus, de acordo com um balanço feito pela agência France-Presse a partir de dados oficiais divulgados hoje.
De acordo com o novo balanço, foram registadas 10.080 mortes, a maioria na Europa (4.932) e Ásia (3.431).
Com 3.405 mortes, a Itália é o país mais afectado, à frente da China (3.248), o centro inicial de contágio, e do Irão (1.433).
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se já por mais de 179 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
Vários países adoptaram medidas decepcionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
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